29
ago
2018
Crítica: “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas(Teen Titans Go! To The Movies)

Aaron Horvath e Peter Rida Michail, 2018
Roteiro: Michael Jelenic e Aaron Horvath
Warner Bros. Pictures

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Jovens Titãs. Quem diria que um time contendo alguns parceiros de outros heróis maiores viria se configurar como um dos maiores fenômenos da cultura pop? Porém, pergunto eu a você: “Saberia, você, caro leitor, como esse grupo fantástico se originou?” Se ainda não fez esse questionamento, digo que já está na hora de você saber.

Antes de saber sobre cada herói, vamos falar um pouco do grupo.

Os Titãs, aqui no Brasil, inicialmente foi chamado de Turma Titã (sim, isso aconteceu) estreou na revista The Brave and The Bold #54, em julho de 1964, de Bruno Premiani e Bob Haney. Nesta história, Dick Grayson (o primeiro Robin (sim, houveram vários, mas isso fica pra uma próxima)), Kid Flash (Wally West) e Aqualad (parceiro do Aquaman), para derrotar um vilão de nome Senhor Ciclone.

O grupo só viria a se chamar Teen Titans (nome pelo qual eles são conhecidos lá nos EUA) em The Brave and the Bold #60, em julho de 1965. Nesta história, houve a entrada da Moça-Maravilha, irmã mais nova da Mulher-Maravilha. Em dezembro, houve nova aparição da turma, agora na revista DC Showcase #59, agora contando com desenhos de Nick Cardy. Em fevereiro do ano seguinte, finalmente a turma ganhou sua série própria.

A premissa original da série era mostrar os Titãs ajudando adolescentes e resolvendo problemas. O parceiro do Arqueiro Verde, Ricardito, fez algumas aparições esporádicas na revista até ingressar de fato na equipe em Teen Titans #19, mesma edição que trouxe o afastamento de Aqualad do grupo. O personagem, assim como Ricardito inicialmente, também faria alguma aparições em futuras edições do título. Mais tarde, personagens que viriam a fazer sucesso entre os fãs e ficarem marcados na equipe como Mutano e a dupla Rapina e Columba chegaram ao título.

A série explorou eventos reais como a questão racial do início da década de 70 e os protestos contra a Guerra do Vietnã. Uma trama iniciada na edição 25 trouxe os Titãs tendo que lidar com a morte acidental de um ativista pacífico, o que levou a equipe a reconsiderar seus métodos. Como resultado, os Titãs abandonaram suas identidades heroicas brevemente, para trabalharem como civis normais. A série acabou sendo cancelada em janeiro de 1973, com Teen Titans #43.

Em 1976, a revista voltou a ser publicada, continuando diretamente com a edição 44. As histórias na época introduziram a heroína afro-americana Abelha, além do surgimento dos “Titãs da Costa-Oeste“, um outro grupo de heróis adolescentes que incluía a primeira Batgirl (Betty Kane) e Águia Dourada. O ressurgimento do título acabou tendo vida curta, com a série sendo cancelada novamente em 1978 na edição 53.

Em 1980 os Titãs retornaram aos quadrinhos em uma nova série regular intitulada The New Teen Titans. A série, que contava com os roteiros e arte da dupla suprassumo da galacta (Gil Brother neles!) Marv Wolfman e George Pérez, trouxe a encarnação mais famosa da equipe, com a chegada de Mutano, Cyborg, Estelar e Ravena. A chegada de Ravena, aliás, traria um novo antagonista para os Titãs: seu pai, o demônio Trigon.

A relação de Wolfman e Pérez avançou de tal forma, que a dupla já não se limitava a escritor e desenhista, e ambos decidiam as tramas em conjunto. Na época, a mais criativa que a equipe já viu, surgiu também aquele que seria o maior e mais perigoso vilão dos Titãs: Slade Wilson, o Exterminador. A adição do vilão levou o título a seu ápice em 1984 com a saga “Contrato de Judas”, onde os leitores foram apresentados à psicótica Terra, uma jovem com poderes de manipulação da terra (Que foi? Nem todos tem seu dia.) que se infiltra nos Titãs a fim de destruí-los. Foi durante essa fase que Robin (Dick Grayson) passa a assumir a alcunha de Asa Noturna, e o personagem Jericó uniu-se ao grupo.

Em 1986, a DC Comics trouxe uma nova série chamada “Teen Titans Spotlight On“, que diferente do título anterior, trazia uma série de antologias com os membros dos Titãs em aventuras individuais. O título trazia histórias não apenas de membros regulares como Asa Noturna, Estelar e Ravena, mas até mesmo de ex-integrantes da equipe como Aqualad e a dupla Rapina e Columba. Apesar da premissa interessante, a série não emplacou, sendo cancelada em 1998.

A equipe retornou em uma minissérie em 3 edições escrita pela roteirista Devin Grayson, que trazia um crossover com a Liga da Justiça chamado de JLA/ Titans: The Technis Imperative, estrelando quase todos os Titãs originais e trazendo o retorno do Cyborg. A minissérie acabou levando a uma nova série regular para os Titãs, agora chamada apenas de “Titans” sem o prefixo “Teen“, devido aos editores acreditarem que os membros estavam velho demais para serem chamados de adolescentes.

A nova equipe era constituída por Asa Noturna, Arsenal, Tróia, Tempest, Flash, Estelar, Cyborg, Mutano, Detonador, Argenta e Jesse Quick, que entrou algum tempo depois. Esta versão dos Titãs durou 50 edições, sendo cancelada em 2002. No entanto, antes disso, uma outra equipe de jovens super-heróis era publicada pela DC Comics. Uma equipe que os fãs de animações devem se lembrar, e que é o próximo item do guia.

Enquanto Devin Gray escrevia o título dos Titãs agora praticamente todos adultos, existia uma outra série da DC, essa sim focada em adolescentes. Era série Young Justice (Justiça Jovem) escrita por Peter David e desenhada por Todd Nauck. Mas calma aí, isso aqui não era um guia dos Titãs? Pois é, a questão é que além da série de David ser muito parecida com a ideia dos quadrinhos dos Titãs e ter gerado uma excelente série animada, ela foi ainda a base do que viria após a saída de Devin Gray no título dos Titãs, quando Geoff Johns assumiu os roteiros. Mas já chego lá.

O interessante de Justiça Jovem é que não temos uma história da equipe se formando, já que em sua primeira aparição no quadrinho Young Justice: The Secret #1 (1998) temos os membros originais já reunidos. A base da equipe era formada por Superboy (diretamente da saga O Retorno do Superman), Robin (que nessa época era Tim Drake) e Impulso (Bart Allen, descendente de Barry, vindo do futuro). Personagens como Moça Maravilha, Flechete, Batgirl (Cassandra Cain) e até mesmo o Titã Mutano chegaram a também fazer parte das fileiras da equipe.

Apesar sua publicação ser marcada por uma série de problemas editoriais como o fato de Peter David não poder usar certos personagens como queria (Robin era um deles) e ter saído da DC brigado com o editor-chefe Dan Didio, Young Justice ainda durou 55 edições, tendo seu encerramento de fato na minissérie Titãs/Justiça Jovem: Dia de Formatura. Após o encerramento, Superboy, Robin, Moça-Maravilha e Impulso unem-se aos Titãs.

Desde a fase de Marv Wolfman e George Pérez, os Titãs nunca mais conseguiram ter histórias realmente interessantes e aclamadas pelo público. Isso mudou após a chegada de Geoff Johns ao título em 2003, em uma época que o roteirista já havia feito seu nome e conquistado seu espaço na DC Comics, graças a sua inspirada fase pelo Lanterna Verde. Trazendo personagens do título Justiça Jovem como Superboy, Moça Maravilha e Robin e mesclando-os com os Titãs remanescentes, Johns conseguiu criar uma narrativa que foca nas relações interpessoais dos personagens, construindo-os de uma maneira crível e interessante.

A série renovou o interesse dos leitores pelos Titãs, apesar de trazer reclamações de alguns fãs devido à mudanças nítidas na personalidade de alguns personagens, principalmente aqueles oriundos de Justiça Jovem. O caso que trouxe maiores reclamações foi do Impulso (Bart Allen), que passou a usar a alcunha de Kid Flash e deixou de ser alguém extremamente alegre, piadista e despreocupado como retratado antes, passando então a ter uma personalidade mais séria. Outro evento marcante da série foi um retcon na origem do Superboy, com a revelação de que ele era não apenas um clone do Superman como acreditava-se, mas sim um híbrido baseado em um combinação de DNA do Homem de Aço com o de Lex Luthor.

Sob a tutela de Johns, os Titãs estiveram sempre no centro dos acontecimentos do Universo DC, como a mega-saga Crise Infinita. Durante essa saga, inclusive, Superboy é morto por sua contraparte maligna de outro universo, o Superboy Primordial, personagem que acabou se popularizando na época, dividindo os leitores entre aqueles que o amam e aqueles que o odeiam fervorosamente.

Em 2008, surgiu um novo título dos Titãs cujo objetivo era reunir novamente a equipe de maior sucesso do título, aquela da fase de Marv Wolfman e George Pérez. Assim, o escritor Judd Winick ficou encarregado de escrever os roteiros da nova fase que trazia os retornos de Asa Noturna, Flash (Wally West), Donna Troy, Mutano, Cyborg, Ravena, Arqueiro Vermelho e Estelar.

Na primeira história da nova série, o vilão Trigon faz uma série de ataques a todos os membros dos Titãs, antigos ou atuais. Depois de recuperar a Ilha Titã e estabelecer uma sede em East River, Cyborg pretende criar uma equipe de Titãs da Costa Leste. No entanto, durante uma sessão de treinamento, a equipe é ataca pelas forças demoníacas de Trigon, que mais tarde revelam-se como seus filhos, irmãos de Ravena: Jacob, Jared e Jesse.
Apesar de Judd Winick ser uma escritor mediano que costuma ter mais críticos do que admiradores de seu trabalho, sua fase pelos Titãs é divertida e interessante por trazer a formação mais consagrada da equipe.

Agora, vamos aos heróis.

Robin (Dick Grayson) apareceu pela primeira vez na revista Detective Comics #38. Era o integrante mais jovem de uma família de acrobatas de circo chamada “Os Graysons Voadores”, que foram assassinados a mando do gangster Anthony Zucco, que estava extorquindo dinheiro do proprietário do circo. Enquanto investigava o crime, Batman colocou Dick sob sua tutela, vindo a treiná-lo em várias artes marciais e técnicas de detetive. Uma noite Dick não conseguiu dormir e sentou-se de costas para o relógio do Batman, quando de repente Alfred saiu de trás do relógio e o deixou aberto, Dick entrou na Batcaverna e escutou um som de motor, era o Batman chegando.

O pequeno Dick ficou assustado quando foi sair dali, Batman logo percebeu que não estava sozinho e viu Dick, que o mandou parar, Dick logo percebeu que Bruce Wayne que era o Batman. Dick é o mais clássico, famoso e querido dos Robins entre os leitores. Como Robin, Dick foi o melhor lutador e líder, sendo muito alegre e cheio de fazer piadinhas mesmo em momentos tensos de combate, sendo, no entanto, um parceiro razoavelmente obediente ao Batman.

Após um tempo, Dick cresceu e deixou de ser o Robin, passando a se tornar um herói independente: o Asa Noturna que lidera os Titãs e durante a ausência do Batman, Dick temporariamente usou o manto do Cavaleiro das Trevas até o verdadeiro retornar e assim voltando a ser o Asa Noturna.

Mutano (Garfield Logan). Sua primeira aparição foi em The Doom Patrol #99, de Novembro de 1984. Os pais do Mutano se chamavam Mark e Marie Logan, e quando o pequeno Garfield (seu nome civil) tinha apenas 2 anos de idade, eles decidiram se mudar para um pequeno país da África. Mark e Marie eram dois famosos biólogos e foram para o continente africano com o objetivo de conduzir uma pesquisa sobre códigos genéticos. Durante a viagem Garfield foi infectado por uma perigosa doença tropical que muitos consideravam incurável. O seu pai curou Garfield com uma máquina que ainda estava em fase de testes, e que servia para separar os códigos genéticos de humanos e animais. Apesar de ter sido curado, Garfield teve um efeito secundário ao tratamento bem estranho: sua pele ficou para sempre verde!

Anos depois a sua mãe, Marie Logan, esteve prestes a ser atacada por uma perigosa cobra, Garfield notou o perigo e se apressou para salvá-la. No momento do salvamento Mutano se transformou num suricate, sendo esta a primeira manifestação dos seus novos poderes. Infelizmente, os pais do Mutano acabaram por morrer num acidente de barco, e Garfield passou a ser criado pelo Rei Tawaba, o líder de uma tribo africana e um grande amigo da família Logan. Contudo, Mobu, o feiticeiro da tribo, odiava os Logans e contratou dois assassinos americanos para matar o jovem Garfield.

Mobu acabou por morrer e os dois mercenários decidiram raptar Garfield, viajando para a América com o objetivo de utilizar os poderes do jovem em alguns assaltos. Antes de ser parte integrante dos Jovens Titãs, o Mutano foi acolhido na Patrulha do Destino. A Patrulha do Destino é um grupo de heróis, constituído por personagens que têm poderes e habilidades bem fora do comum. Após a Patrulha do Destino, vieram os Jovens Titãs do Oeste e foi neste time que Garfield acabou por ganhar o nome Mutano. Porém, as coisas não terminaram por aí, e ele acabou mais uma vez mudando de time, ingressando nos Novos Jovens Titãs, tendo conhecido aí o seu melhor amigo (Ciborgue) e a sua futura namorada (Ravena).

Ciborgue (Victor Stone) apareceu pela primeira vez na revista DC Comics Presents #26, de Outubro de 1980. Filho único dos cientistas Silas e Elionore Stone, Victor cresceu cercado pela ciência, sendo induzido a seguir a carreira dos pais, pois eles descobriram que Vic possuía um Q.I. de 170. Entretanto o garoto não teve uma infância normal, justamente por seus pais se dedicarem totalmente à ciência. Quando jovem, Vic começou a se relacionar com o encrenqueiro Ron Evers, metendo-se em problemas diversas vezes. Mas Vic continuou amigo de Ron, pois se sentia muito só e sem a atenção de seus pais.

Por insistência de Elionore, Silas permitiu que Victor frequentasse uma escola pública. Assim, o garoto fez muitos amigos e começou a desenvolver seu potencial atlético. Neste tempo, Vic conheceu sua primeira namorada, Marcy Reynolds. Victor treinava arduamente na esperança de se ingressar nos Jogos Olímpicos. Seu pai se irritou, pois seus planos para Victor eram outros. Queria que seu filho fosse um cientista, o que acarretou num relacionamento conturbado entre os dois. Um dia, Vic decidiu visitar seus pais nos Laboratórios S.T.A.R (ou STAR Labs.) Silas e Elionore trabalhavam em dois projetos: Estudo e observação de outras dimensões e desenvolvimento de peças cibernéticas para serem usadas em soldados deficientes. Ao observar outra dimensão, Silas permitiu acidentalmente que uma criatura surgisse de uma barreira interdimensional. A entidade matou Elionore e deixou Victor gravemente ferido.

Desesperado com a situação, Silas não queria que seu filho tivesse o mesmo destino da mãe. Decidiu reconstituir o corpo dele com os protótipos em estudo. Utilizou aço reforçado, polímeros especiais e plástico. Vic sobreviveu e Cyborg nasceu. Irritado com seu pai e com sua situação atual, Vic se isolou da sociedade, mudando-se para a “Cozinha do Inferno”, local onde Ravena encontrou Vic e o convidou a se juntar aos Titãs. Satisfeito por seu filho estar se relacionando com o grupo, Silas construiu a Torre Titã e a deu de presente a ele e seus amigos. Alguns meses mais tarde, Silas veio a falecer devido a um envenenamento radioativo. Neste tempo, Vic se reconciliou com o pai e permaneceu junto dele até o final.

Com o tempo, Victor nutriu uma amizade íntima com o amigo Garfield Logan (Mutano). Conheceu também Sarah Simms, que trabalhava com crianças deficientes. As crianças tinham Victor como exemplo devido às suas próteses cibernéticas. Sarah e Victor se tornaram íntimos, entretanto nunca se relacionaram como namorados.

Estelar (Koriand’r) apareceu pela primeira vez na revista DC Comics Presents #26, de Outubro de 1980. A princesa  nasceu no planeta Tamaran no dia 06 de novembro numa data não especificada, um planeta governado pelas emoções, no qual os habitantes tem a habilidade de absorver energia solar e transformar essa energia, tornando-os capazes de voar. Sua irmã mais velha Komand’r (conhecida também como Estrela Negra) desenvolveu uma doentia rivalidade com ela, depois de sofrer uma rara deficiência na infância, que a impedia de absorver energia solar, tornando-a incapaz de voar e como consequência negando seu direito ao trono. Esta rivalidade se intensificou quando as irmãs foram enviadas para treinar combate corpo a corpo com mestres guerreiros de Okaara, e durante um dos exercícios, Komand’r tentou matar sua irmã. Como resultado Komand’r foi expulsa e jurou vingança.

Então, como parte de sua vingança, Komand’r traiu seu planeta e forneceu informações detalhadas sobre a defesa de Tamaran aos seus inimigos, a Cidadela. Eles conquistaram Tamaran com facilidade, e a princesa Koriand’r foi entregue pela irmã como escrava em troca da não invasão do planeta, e como parte do tratado, Kori não poderia voltar, caso contrário a Cidadela voltaria para destruir seu planeta. Passando de mão em mão, finalmente a princesa conseguiu fugir em uma nave espacial, mas logo estava sendo perseguida por caças da Cidadela. Sua nave entrou na órbita da Terra, onde foi recapturada.

Porém, graças a intervenção de Robin e dos Jovens Titãs, foi novamente liberta. Após uma grande batalha, os guerreiros da Cidadela que não foram destruídos fugiram. Koriand’r ficou na Terra e passou a fazer parte dos Jovens Titãs, com o nome de Estelar. Desde a primeira vez que viu Dick Grayson Koryand’r se apaixonou perdidamente por ele. Porém Dick demorou a corresponder a esse amor e acabou decepcionando-a algumas vezes.

Estelar era extremamente gentil e inocente, mas quando ameaçada reagia violentamente, com uma fúria que precisava ser contida por Dick. Tem a pele dourada e os olhos verdes, como todos os tamaraneanos. Ela é alta e seu traje em tons de roxo e violeta deixa grande parte de seu corpo à mostra.

Ravena (Rachel Roth) apareceu pela primeira vez na revista DC Comics Presents #26, de Outubro de 1980.

Uma personagem com uma origem e passado mórbidos, Ravena é a filha mestiça de uma mulher humana chamada Angela Roth (também conhecida como Arella) e o demônio interdimensional Trigon. Ela cresceu em uma dimensão alternativa chamada Azarath, com seus habitantes pacíficos, cujo líder espiritual era a Mística Azur. Em sua terra natal, ela foi ensinada a “controlar suas emoções”, por Azur, a fim de reprimir os poderes demoníacos herdados. Basicamente, impedia-se que Ravena sentisse qualquer emoção forte, pois ela poderia se tornar um demônio como seu pai.

Durante este tempo, Ravena raramente viu a mãe e cresceu separada dela. Após a morte de Azur, Arella começou a tarefa de sensibilização e ensino a Ravena. Na mesma época, a herança demoníaca de Ravena foi revelada, já que ela conheceu seu pai cara a cara. Logo após seu aniversário de 16 anos, Ravena aprendeu que Trigon planejava vir para sua dimensão, e ela prometeu detê-lo. Ravena inicialmente tentou se aproximar da Liga da Justiça, mas recusaram-na no conselho de Zatanna, que detectou sua herança demoníaca. Em desespero, ela reformulou os Titãs como Novos Titãs para combater seu pai. A equipe era composta por Robin, Moça Maravilha, Kid Flash, Estelar, Cyborg e Mutano. Nesta encarnação, Ravena foi considerada uma pessoa sombria, muitas vezes notavam-se em suas observações um tom de sarcasmo e/ou ironia.

Ravena, ocasionalmente, sucumbiu a suas emoções, levando a ter problemas com seus companheiros de equipe. Logo após seu recrutamento para a equipe, Kid Flash concordou em ser um membro depois que Ravena usou seus poderes para forçá-lo a amá-la. Durante outra reunião com a Liga da Justiça, Zatanna revelou esta informação, o que levou os outros Titãs à desconfiarem de Ravena. Finalmente, foi revelado que ela manipulou as emoções de Kid Flash e logo após foi removido o seu conhecimento do encontro.

Esta separação não durou muito tempo pois Trigon rapidamente sequestrou Ravena e à levou para sua dimensão de origem. A equipe derrotou o Trigon e o selou em uma prisão interdimensional com a ajuda de Arella, que ficou protegendo a porta interdimensional da cela de Trigon. No entanto, Ravena continuou a lutar contra a influência de seu pai pois ele não foi completamente destruído. Houve vezes que por um curto período de tempo Ravena perdeu o controle em situações de alto stress, mas conseguia recuperar o controle antes de Trigon pudesse ascender.

Histórias populares, como O Contrato de Judas aconteceram durante esse período. Eventualmente, porém, Trigon escapou de sua prisão, veio para a Terra, e assumiu o controle de Ravena, destruindo Azarath no processo. Os Titãs se reuniram e foram forçados a matar Ravena, permitindo assim que as almas de Azarath que possuíam-la, guiadas pelo espírito de Azar, que estava agindo através do corpo de Lilith, usaram-na como um canal para matar Trigon . Depois desta batalha, Ravena ressuscitou das próprias cinzas, livre do mal de Trigon, e desapareceu.

Essa equipe deu tão certo que acabou recebendo versões em desenho. Uma, em 2003, e outra em 2013.

Agora, vamos ao filme.

Os Titãs estão resolvendo mais um crime. Porém, logo são questionados pela Liga da Justiça sobre seus atos. Eis que, os mesmos vão a uma pré estreia e veem os trailers do novos filmes que irão sair. Porém, nenhum deles é sobre o grupo. Eles vão questionar a diretora dos filmes (Kristen Bell) em Hollywood nos estúdios da Warner Bros e a mesma responde que eles não tem nenhum senso de perigo imediato, já que não possuem um arqui inimigo. Então, os mesmos se deparam com Slade (Will Arnett) e o enfrentam. Ela fica tão impressionada com a luta que decide fazer um filme sobre Robin.

O filme segue a risca o ritmo do desenho: sempre mostrando situações inusitadas, cheia de piadas (algumas com graça, outras sem) e, como não poderia faltar, referências ao aroldo. Várias vezes, do nada, os personagens decidem começar um número musical, porém, as músicas não são memoráveis e, logo, se torna um vício. Se você só tinha assistido a série de 2000 e odeia esta versão nova, não há como eu indicar para você conferir.

Sempre surgem situações exageradas, onde, no cenário, aparecem frases ou mesmo onomatopéias, a fim de dar um efeito ainda mais dramático. É repetitivo e nada agradável. Outro momento repetitivo a ser destacado é quando os personagens que não estão no grupo dos Titãs tentam falar sério e são interrompidos por Ciborgue brotando duas caixas de som que reproduzem sons irritantes, de modo a tentar parecer um meme. Pouco inventivo e nada instigante. Porém, o pior é todos falando o nome de Slade em câmera lenta. Estou ciente de que estes momentos são recorrentes no desenho, porém, lá é tolerável, já que vemos essas situações em 30 min e depois um novo episódio. Num filme de uma hora e meia, fica monótono e sem motivo.

A direção de arte é igual ao desenho: personagens de corpo bastante pequeno, mesmo com heróis de grande porte como Superman, porém de cabeças exageradamente grandes. A paleta de cores é sempre quente: vários tons de verde, rosa, roxo, amarelo, azul. Cria um certo estranhamento inicial, porém, você acaba se acostumando.

As referências são as mais diversas, desde piadas bem óbvias como Slade sendo confundido com Deadpool, os diversos filmes da DC até outras mais sutis como a música-tema de De Volta Para o Futuro, pôsteres parodiando os filmes da DC, piadas sobre o desenho em si, até homenagens a filmes como Batman (1989), contando até com (acredite ou não) com uma participação de Stan Lee (sim, sua cabeça explodiu) numa das cenas onde até os mais tímidos vão esboçar um riso.

O desenho de som é bem parecido com o desenho. Sempre que alguém decide tomar alguma atitude, sempre ouvimos um som de chicote. Pode soar um tanto repetitivo e incômodo se você não viu o desenho em alguma vez, mas quem já viu, já se anestesiou com esse fato.

A dublagem é bem feita. Os dubladores são iguais ao desenho e até o dublador do Slade na série de 2003, volta a fazer as vezes do personagem aqui. Até conta com algumas tiradas como “abestado” e “cacildis”, eternizada pelo imortal Mussum.

As cenas de ação são bem feitas, porém, o clima de descontração provido pelo desenho da TV, acabam não sendo tão impactante e com resoluções mal aproveitadas.

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas é um filme feito para os pequenos, porém há várias sacadas voltadas ao público fã de filmes e quadrinhos. Porém, se você tinha ojeriza, não há como você se empolgar a ver esse filme. Mas, para quem tem filho pequeno a procura de algo para ver no findi, vale a pena ver, principalmente, se estiver acompanhando a onda de super heróis atuais.

P.S: Recomendo a quem for ver o filme, chegar o mais cedo possível, pois já no inicio, como é costume nos filmes da Disney, há um curta da série DC Super Hero Girls. Bem divertido e já fica de recomendação a quem tem filho ou filha que curte o universo das super-heroínas.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Faltando pouco menos de 1 ano para a formatura, espero sempre o melhor filme possível.