27
dez
2018
Crítica: “Era Uma Vez Um Deadpool”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

Era Uma Vez Um Deadpool (Once Upon a Deadpool)

David Leitch, 2018
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds
20th Century Fox

4

Natal. Que época linda pra celebrar. Seja com os amigos, seja com a família ou mesmo numa roda de conhecidos, as festas acabam trazendo o melhor das pessoas, sempre a fim de partilhar uma noite onde todas as frustrações são esquecidas e só a comilança e a celebração são capazes de fazer os problemas esvanecerem. Acompanhado com essa época, claro que vem milhares de espécies de episódios, filmes, animações ou quaisquer que sejam os produtos afim de conseguir algum tipo de cascalho. E óbvio que o Mercenário Tagarela não deixaria isso passar em branco.

Se você já viu Deadpool 2, você já está familiarizado com a história. A única coisa necessária a ser falada aqui é que o Mercenário agora capturou Fred Savage, conhecido por interpretar o garoto Kevin Arnold na série Anos Incríveis e tornando o filme em adequado para maiores de 14. Se você ainda não tinha visto, posso dizer que as diferenças são sutis.

O principal – e talvez única – utilidade desse novo recorte é, por sinal, comentar em cima do filme lançado em maio com aquela típica autoconsciência depreciativa que os roteiristas empregaram a princípio para justificar as limitações do material.

Aqui, os roteiristas  comentam em cima dos comentários anteriores para demonstrar ainda mais autoconsciência acerca dos deméritos do lançamento original, mas isso novamente soa como um artifício vazio de roteiro.

Portanto, se você esperava algo diferente do trazido pela continuação lançada meses atrás, você está prestes a se decepcionar, pois todas as cenas mais violentas foram limadas, os palavrões foram completamente retirados, tornando a obra mais sem graça e sem a mesma liberdade que ela já teve.

Mas não pense que o filme é uma porcaria. Há momentos divertidos aqui e ali. A melhor coisa do filme é Savage, que consegue ser a dupla que não sabíamos que queríamos, visto que a química entre os dois é boa.

A melhor piada é a sequencia de piadas onde Savage diz que quer lutar com Matt Damon, mas é constantemente interrompido por Wade, com o sinalizador de palavrão, pois a palavra fight acaba sendo entendida como f*&%, fazendo referencia a música composta pela comediante Sarah Silverman I’m F*%$#@! Matt Damon.

Outra coisa legal que o filme faz é a homenagem mais que especial à Stan Lee, sendo o primeiro da leva a fazer homenagem a um dos maiores criadores dos quadrinhos (esperem que vai ter ainda mais homenagens no ano que vem), morto em novembro.

Era Uma Vez Um Deadpool é o novo corte de um filme que ninguém pediu que poderia facilmente ser colocado como extra em versões home vídeo ou mesmo aluguel digital, visto que não há quase nenhuma diferença entre o lançamento original e a versão ainda mais politicamente incorreta lançada recentemente. Pode servir como diversão escapista, visto que não há grandes lançamentos durante o período do Natal, porém recomendo você assistir a versão sem censura antes a fim de entender melhor a história e apreciar o Mercenário do jeito que ele fora idealizado.

 



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade.