19
jan
2019
Crítica: “Homem-Aranha no Aranhaverso”
Categorias: Críticas, Maratona Oscar 2019 • Postado por: Maisa Carvalho

Homem-Aranha no Aranhaverso (Spider-man into the Spider-verse)

Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rotham, 2018
Roteiro: Phil Lorde e Rodney Rotham
Sony Pictures

5

Homem-Aranha no Aranhaverso, ganhador do Globo de Ouro na categoria Melhor Animação, tem sido aclamado pela crítica e pelo público desde seu lançamento nos cinemas em todo o mundo, em dezembro de 2018. No Brasil, o filme estreou dia 10 de janeiro e já está lotando as salas de cinema por todo o país.

A nova versão apresenta Miles Morales, um adolescente que reside no Brooklyn – NY e vive no mesmo universo que Peter Parker. Após ser mordido por uma aranha radioativa, Miles se torna o Homem-Aranha, ou uma nova versão do Homem-Aranha, mas precisa aprender a controlar seus poderes.

Ao longo da história, ele descobre que O Rei do Crime tem um plano para trazer sua família de volta, com um colisor de partículas que os traria de uma outra dimensão, um Universo Paralelo, e poderia acabar trazendo sérias consequências para a dimensão em que eles vivem. E assim, um portal se abre e outras versões de “Pessoas-aranhas” acabam conhecendo Miles e o ajudando com toda a transição de adolescente comum a super-herói.

O enredo do filme não é o mais inovador, mas o ângulo usado para contar a história de Miles dá ao espectador uma sensação diferente. Todas as outras versões das “pessoas-aranhas” e da história clássica de que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades são novidades no formato animação para o cinema. A jornada de Miles é emocionante e cativante. A música em todo momento embalando precisamente as ações do filme, e a animação é um espetáculo.

É literalmente como se uma revista em quadrinhos tivesse sido traduzida em sua essência para a linguagem cinematográfica. Não é possível destacar o suficiente, a animação é incrível. Belíssima, todas as cores e recursos visuais utilizados são um espetáculo de ver em uma tela grande. Recursos esses, muito presentes em HQs.

Em 2018, as salas de cinema foram superlotadas com um público ansioso pelos filmes de super-heróis. Em fevereiro com Pantera Negra (Ryan Cooglar), em abril com Vingadores: Guerra Infinita (Anthony Russo e Joe Russo), em maio com Deadpool 2 (David Leitch), em junho com Os Incríveis 2 (Brad Bird) e julho com Homem-formiga e a Vespa (Peyton Reed). E de todas essas estreias, muitos são bons filmes, mas Homem-Aranha no Aranhaverso não é inferior a nenhum deles.

Como um filme solo, é uma delícia de acompanhar sem ter que fazer lição de casa ou assistir a outros 18 filmes lançados previamente, e como animação, sai disparado na frente de todos os outros da categoria lançados no ano. Não é só a melhor animação do ano (podem colocar nas apostas do Oscar), é o segundo melhor filme de super-herói do ano, atrás apenas de Pantera Negra.

Uma das melhores vantagens da animação, é que neste gênero, é possível fazer as grandes batalhas do terceiro ato do filme sem que seja uma enorme bagunça de CGI. É incrível para um espectador apaixonado por filmes conseguir se surpreender com uma história já vista em um mercado quase saturado de filmes de super-heróis.

Muita ação, uma explosão de cores na tela, uma narrativa instigante, uma trilha sonora estimulante e animação incrível. É isso o que se pode esperar deste filme. E, a dica é ir ver nas telonas enquanto ainda dá tempo, a animação é realmente espetacular.



Não gosto da palavra "cinéfila", então digo que apenas que amo assistir a filmes e não tenho essa de não gostar de um gênero, para mim, se o filme for bom, pouco importa onde ele se encaixa. As histórias têm esse poder de despertar um encantamento em mim, por isso eu sempre vou atrás de mais e é por isso que eu vim escrever sobre elas aqui.