10
jan
2019
Muito além de “Black Mirror”: Conheça 7 séries antológicas!
Categorias: Listas Radioativas, Pipoca Seriados • Postado por: Ana Gambale

Antologias foram formatos que tiveram seu pico de popularidade na TV americana nos anos 50 e 60. Foi um formato que se originou no rádio e consiste de séries nas quais cada episódio trata de uma história individual, sem relação direta com os outros, mas possuindo geralmente o mesmo gênero, como terror, mistério ou drama.

Recentemente esse formato tem feito o seu retorno e ganhado reconhecimento global inclusive em outros países. A lista a seguir mostra alguns dos exemplos mais conhecidos e desconhecidos da história televisiva.

The Twilight Zone (1959-1964)

Talvez o seriado antológico mais conhecido, The Twilight Zone começou a ser exibido pela CBS em 1959. Criado por Rod Serling, apresentava histórias de terror, ficção científica, mistério, fantasia e thriller. Aclamada por muitos, o sucesso de sua primeira versão inspirou não só os reboots de 1985 e 2002, como um filme produzido por Steven Spielberg em 1983 e vários dos outros show que aparecerão nessa lista. Em 2017 foi anunciado pela CBS o desenvolvimento de um terceiro reboot produzido por Jordan Peele previsto para estrear em 2019 na plataforma de streaming da CBS.

Alfred Hitchcock Presents (1955-1964)

O mestre do suspense não fez história somente nas telonas. Em 1955 entrava ao ar Alfred Hitchcock Presents, uma antologia que contava diversas histórias de mistérios, dramas e suspenses. Nomeado pela revista Time como umas das 100 melhores série de TV de todos os tempos, o programa trazia, como o título diz, o cineasta fazendo uma breve apresentação do curta que seria mostrado. Ao longo de 10 anos, os episódios foram dirigidos e estrelados por muitos nomes importantes da época.

Masters of Horror (2005-2007)

A série menos conhecida dessa lista, Masters of Horror surgiu de uma reunião entre vários diretores de terror no começo dos anos 2000. Em 2005, Mark Garris criou a antologia Masters of Horror, que contava com episódios escritos e dirigidos por vários dos membros originais e a adição de vários outros. Entre os “mestres do horror” estavam: Dario Argento (Suspiria, Inferno), Tobe Hooper (The Texas Chain Saw Massacre, Poltergeist), Joe Dante (Piranha, Gremlins), John Landis (An American Werewolf in London, Sleepwakers), John Carpenter (The Fog, The Thing) e o próprio Mark Garris (Hocus Pocus, Riding the Bullet). A série foi ao ar por dois anos pelo canal Showtime. Em 2008, o criador volta com uma nova antologia, Fear Itself, trazendo a mesma premissa. A série foi cancelada após somente uma temporada.

Easy (2016-presente)

Diferente das outras séries dessa lista, Easy se trata de uma comédia que fala sobre relacionamentos. Escrita e dirigida por Joe Swanberg, foi lançada na Netflix em 2016 e já teve confirmada a sua terceira e última temporada. Com uma lista enorme de atores, Easy traz em seus episódios assuntos com os quais qualquer um pode se identificar, de maneira leve e divertida.

Ryan Murphy

Esse item traz, não só o rei das novas antologias, como vários gêneros de séries. Em 2011, Ryan Murphy apresentou ao mundo uma nova forma de antologia, na qual as histórias se renovavam a cada temporada ao invés de cada episódio. Esse método funcionou muito bem, levando ao currículo do showrunner 3 séries antológicas: American Horror Story (2011-presente), American Crime Story (2016-presente) e Feud (2017-presente). Essa última, até agora com só uma temporada, é baseada em rivalidades da vida real que ficaram famosas. A primeira temporada, que garantiu indicações ao Emmy para as suas duas protagonistas, Jessica Lange e Susan Sarandon, retratava a relação entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford, durante as gravações de What Ever Happened To Baby Jane? (1962). A segunda temporada foi intitulada Buckingham Palace, e teria a Princesa Diana e o Principe Charles como foco, porém essa ideia foi abandonada.
As outras duas, AHS e ACS, continuam levando Murphy ao Emmy ano após ano, e, salvo algumas exceções, suas temporadas recebem uma onda de críticas positivas.

The Sinner (2017-presente)

Nessa série de crime e suspense, originalmente distribuída pela USA Network e mais tarde pela Netflix, a primeira temporada, pensada para ser uma minissérie, e depois renovada para uma segunda, tem Jessica Biel como a protagonista que cometeu um assassinato e não tem memória do motivo. A série também traz Bill Pullman como o detetive responsável por investigar o caso. The Sinner garantiu indicações de melhor atriz em minissérie ou filme para TV no Emmy e no Globo de Ouro em 2018 para Biel, assim como uma indicação de melhor minissérie ou filme para TV no segundo prêmio. Apesar de Bill Pullman retornar como o detetive Harry Ambrose para a segunda temporada da série, ela retrata um caso que não tem relação com o primeiro ano, por isso ainda é considerada uma antologia, o que acaba sendo um diferencial da série. Desenvolvida por Derek Simonds, foi baseada no livro da escritora alemã Petra Hammesfahr de mesmo nome.

The Room (2017-presente)

Por último, a antologia que inspirou essa lista, Room 104 é considerada a série feita para quem quer estudar cinema. Criada pelos Duplass Brothers, que também escrevem a maioria dos episódios, a série conta uma história diferente em cada um, mas todas acontecem no mesmo lugar: o quarto 104 de um pequeno hotel americano. Tendo cada um dos seus episódios dirigidos por uma pessoa diferente, a série mostra os diversos elementos sendo usados de formas diferentes num mesmo espaço. Brincando sempre com a iluminação, o cenário, as atuações e até mesmo as formas como são gravadas as cenas, como no episódio que é inteiro gravado com a câmera de um celular. Transmitida pela HBO, Room 104 explora diferentes gêneros como o terror, a comédia, drama, fantasia e crime, tudo em função de contar histórias, como uma produção cinematográfica deve.



Maratoneira oficial. Doida das séries e dos musicais. Apaixonada por Disney e apreciadora do terror fantástico. Tudo o que me fizer sair das leis da realidade eu to aceitando. Estudo cinema 7 dias por semana. Ainda há de chegar o dia que terei criatividade com palavras.