16
maio
2019
Crítica: “John Wick 3: Parabellum”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

John Wick 3 – Parabellum (John Wick: Chapter 3 – Parabellum)

Chad Stahelski, 2019
Roteiro:
Sony Pictures

3.5

Com início um tanto modesto, seguido de uma sequência arrasadora, John Wick retorna a grande tela com a promessa de fechamento de um arco que rendeu grandes resultados, não apenas de bilheteria, mas na criação de uma franquia adorada por público e imprensa. O filme começa logo após nosso herói quebrar a principal regra da sociedade secreta em que está inserido: assassinou o chefe da máfia de Manhattan dentro das dependências do Hotel Continental. A cabeça do protagonista é posta a prêmio e da-se inicio a uma verdadeira caçada humana. Zero (Mark Dacascos), líder de um exército de ninjas, e A Juíza (Asia Kate Dillon), da alta cúpula de assassinos, o querem morto qualquer jeito. E. na tentativa de sair ileso dessa situação, Wick busca a ajuda de Sofia (Halle Berry), uma ex-matadora de aluguel que tem em sua posse dois perigosos cães de ataque O ritmo é alucinante, mas sem deixar de desenvolver seus atos de forma equilibrada. A brutalidade em tela impressiona, já que não estamos mais acostumados a ver personagens sangrando no cinema atual. As coreografias de luta são dinâmicas e, como de costume, empolgantes, especialmente por sabermos que, em grande parte delas, Keanu Reeves está lá, de fato, proferindo os golpes e tiros. Isso sem contar a variedade de ferramentas utilizadas, que vão de pistolas a machetes, facas e espadas. E justiça seja feita, Reeves pode não ser um grande ator dramático, mas quando falamos de ação, o interprete se destaca com folga. Se John Wick é, desde já, um personagem marcante do cinema, um dos motivos é seu trabalho nesses três longas. Por incrível que pareça, o roteiro é um dos elementos que mais surpreendem nessa terceira parte, visto que fecha a maioria do arcos do protagonista, iniciados nos filmes passados. Se isso não bastasse, há espaço para expandir o universo já estabelecido, apresentando novos personagens, ambientes e, claro, grandiosas cenas de ação. O restante do elenco também está bem. Halle Berry, apesar de discreta, mostra que todo o treinamento para as filmagens valeu a pena, pois a atriz também se garante na ação. Gosto particularmente de Laurence Fishburne e Ian McShane, que seguem afiados como de costume. No mais, vale a menção honrosa para a participação da sempre ótima Anjelica Huston, que há tempos não víamos em um papel de destaque. O restante do elenco também está bem. Halle Berry, apesar de discreta, mostra que todo o treinamento para as filmagens valeu a pena, pois a atriz também se garante na ação. Gosto particularmente de Laurence Fishburne e Ian McShane, que seguem afiados como de costume. No mais, vale a menção honrosa para a participação da sempre ótima Anjelica Huston, que há tempos não víamos em um papel de destaque. John Wick 3: Parabellum encerra a trilogia de forma muito competente. Em tempos de remakes, reboots e grandes franquias de super-heróis, é bacana vermos uma obra original com tanta personalidade, popularidade e, principalmente, com fôlego para expandir e nos divertir por mais alguns filmes.


Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade.