06
jun
2019
Crítica: “X-Men: Fênix Negra”
Categorias: Críticas • Postado por: Rafael Hires

X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix)

Simon Kinberg, 2019
Roteiro: Simon Kinberg
20th Century Fox

2.5

Lá se vão quase 20 anos desde que o primeiro filme dos mutantes mais amados do universo estreou e começou a maior das revoluções no cenário do cinema.

Filmes de super-heróis eram tidos como motivo de chacota, visto que um dos últimos exemplos nascidos nessa época chamado Batman e Robin destruiu a aura de respeito do Morcegão e do Menino Prodígio e os heróis de maneira geral.

Quando o primeiro filme dos X-Men estreou em 2000, muito foi especulado. O filme foi recebido bem pela crítica e pelo público fazendo o universo ter uma sequência que se consagrou ainda mais.

Porém, em 2006, esse universo seria transformado por completo, colocando os mutantes em cheque. Mesmo adaptando um dos arcos mais importantes da equipe, o filme foi um fracasso, que declinou ainda mais com X-Men Origens: Wolverine.

Em 2011, o grupo recebeu um reboot bem recebido, mas que foi desvirtuado a cada sequência lançada posteriormente.

Estamos em 1970. Vemos a jovem Jean Grey (Summer Fontana) tendo de lidar com seus poderes desde cedo. Eis que, devido a sua inabilidade, acaba ocasionando um acidente de trânsito que mata sua mãe. No hospital, vemos a garota visivelmente abalada e o professor Charles Xavier (James McAvoy) dizendo que pode cuidar dela.

15 anos se passaram e os mutantes são chamados para salvar uma trupe de tripulantes de uma nave que está à deriva no espaço. Na nave estão Noturno (Kodi Smit-McPhee), Tempestade (Alexandra Shipp), Jean (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan), Fera (Nicolas Hoult), Mística (Jennifer Lawrence) e Mercúrio (Evan Peters). A equipe salva, porém Jean acaba ficando na nave e é atingida por uma tempestade de energia.

Noturno a salva e todos voltam. Fera realiza testes para detectar anomalias, mas na verdade percebe que os poderes de Jean aumentaram.Eis que um bando de aliens transmitidos entram na terra e pretende recuperar o poder absorvido por Jean.

O roteiro possui vários furos. Há muitos momentos explicativos através do dialogo, que soam ridículos e completamente forçados. Há também a presença de cenas teoricamente importantes. porem a sua resolução é muito tosca e completamente desproposital. Aos fãs das cenas de tempo congelado do Mercúrio, já dou um adianto: não criem ilusões, visto que não há nenhum momento como os retratados em Dias de um Futuro Esquecido ou Apocalipse.

Os efeitos visuais são bem feitos. O modo como Jean usa os poderes é bem feito. Seu rosto fica quebradiço e feixes de energia se espalham pelo seu corpo, causando explosões bem poderosas. Mas não é nada muito impressionante.

O design continua dentro do proposto pela franquia. Porém, o ponto mais baixo é com os aliens que invadem nosso planeta. Sua aparência remete ao infame Apocalypse de Batman vs. Superman, porem numa versão ainda mais pobre.

A trilha sonora é bem feita. Hans Zimmer continua a mostrar porque é um excelente musico. Porém, não há nenhuma faixa realmente empolgante.

As atuações são medianas. Sophie Turner assume o papel de ser a maior ameaça ao universo mutante. Porém, fica a maior parte do tempo chorando e mesmo quando está sendo uma ameaça, não consegue convencer. James McAvoy continua como Charles Xavier. Ele tenta controlar Jean, porém não consegue. Nicolas Hoult volta como Fera, mas passa a maior parte do tempo com raiva e rancor; tendo pouca relevância no filme.

Jennifer Lawrence como Mistica fica com certo ciúmes por Charles estar mais interessado em receber glorias do que ajudar os mutantes nos conflitos. Tye Sheridan como Ciclope fica dependente de Jean e acha que dá para salva-lá. Michael Fassbender volta como Magneto, mas só surge no segundo ato. E mesmo voltando, parece deslocado da trama.

Porém, a maior decepção fica por conta de Jessica Chastain. Teoricamente, era para a atriz ser o principal inimigo do filme, porém acaba sendo apenas mais uma vilã genérica com mania de grandeza que quer um poder incomensurável. Quase não muda a expressão do seu rosto e, durante a maior parte do tempo, é apática.

X-Men: Fênix Negra ainda não conseguiu fazer as pessoas desvencilharem de X-Men 3, porém não é o pior filme de super-heróis de todos os tempos. Tem alguns momentos interessantes, mas evidentemente acaba por se tornar um dos fins de franquia mais amargos da história. Deveria ter sido melhor. Agora, é sentar e ver quando os mutantes serão reiniciados no MCU, já que os mesmos estão sob domínio da empresa do camundongo mais amado do mundo.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade.