08
dez
2019
7 atores e atrizes mais indicados ao Oscar – sem nunca ganharem!
Categorias: Artigos, Listas Radioativas • Postado por: David Ehrlich

Não é novidade que Hollywood é cruel e cheia de azarões. Há os que passam anos sem sequer terem 15 minutos de fama. Há os que conseguem isso, mas não são reconhecidos pelo seu talento. E há os que chegam quase lá e vez após outra parece que irão alcançar a honra máxima de Hollywood, e nunca conseguem. É nesses que iremos nos focar hoje.

A seguir, confira os sete atores e atrizes mais indicados ao Oscar sem nunca ganharem. Duas das personalidades dessa lista ainda estão vivas e, portanto, têm chance de saírem dela. Infelizmente, as outras serão para sempre as maiores zebras da Academia.

IRENE DUNNE

5 indicações: Cimarron (1931), Os Pecados de Theodora (1936), Cupido é Moleque Teimoso (1937), Duas Vidas (1939) e A Vida de um Sonho (1948)

Embora esteja empatada no número total de indicações com Albert Finney e Arthur Kennedy, é Dunne que aparece aqui por todas as suas indicações serem como atriz principal. Considerada uma das melhores atrizes da Era de Ouro de Hollywood a nunca ganharem um Oscar, ela acabou em anos recentes caindo em relativa obscuridade, por ter atuado principalmente em dramalhões femininos, musicais e comédias. Ainda assim, Dunne é um exemplo de versatilidade, jamais sendo uma “atriz de personagem” ou se reduzindo a estereótipos.

THELMA RITTER

6 indicações: A Malvada (1950), O Quarto Mandamento (1951), Meu Coração Canta (1952), Anjo do Mal (1953), Confidências à Meia-Noite (1959) e O Homem de Alcatraz (1962)

Conhecida por seu forte sotaque nova-iorquino e por geralmente interpretar mulheres trabalhadoras em comédias, Ritter foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante mais vezes do que qualquer outra na história da premiação. Ironicamente, embora nunca tenha ganhado um Oscar, ela chegou a apresentar a cerimônia junto com Bob Hope em 1955, onde pôde mais uma vez demonstrar seu talento cômico. Além de comédias, atuou também em filmes dramáticos conceituados, como Náufragos do Titanic (1953) e Os Desajustados (1961).

DEBORAH KERR

6 indicações: Meu Filho (1949), A Um Passo da Eternidade (1953), O Rei e Eu (1956), O Céu é Testemunha (1957), Vidas Separadas (1958) e Peregrino da Esperança (1960)

Atriz britânica que rapidamente alcançou enorme sucesso no Reino Unido, em Hollywood ela ficou conhecida por interpretar damas refinadas e reservadas – em muito ajudada por seu sotaque. Embora nunca tenha ganhado um Oscar por qualquer papel, Kerr acabou ganhando em 1994 um Oscar honorário pelo conjunto de sua carreira. O prêmio veio com uma citação reconhecendo-a como “uma artista de impecável graça e beleza, uma atriz dedicada cuja carreira em filmes sempre significou perfeição, disciplina e elegância”.

AMY ADAMS

6 indicações: Retratos de Família (2005), Dúvida (2008), O Vencedor (2010), O Mestre (2012), Trapaça (2013) e Vice (2018)

Com uma carreira versátil que passa por comédias e dramas, Adams começou no cinema com papeis coadjuvantes de garotas maldosas em filmes pequenos, até ser “revelada” por Steven Spielberg em Prenda-me Quem For Capaz (2002). A partir daí sua carreira mudou, e ela aos poucos ganhou os holofotes interpretando mulheres faladoras, alegres e ingênuas – o exemplo mais icônico sendo a princesa Giselle em Encantada (2007). A partir de O Vencedor (2010), porém, Adams entrou em nova fase de sua carreira, com personagens mais fortes, conturbadas e inclusive sedutoras.

GLENN CLOSE

7 indicações: O Mundo Segundo Garp (1982), O Reencontro (1983), Um Homem Fora de Série (1984), Atração Fatal (1987), Ligações Perigosas (1988), Albert Nobbs (2011) e A Esposa (2017)

Considerada uma das maiores atrizes de sua geração, é a mulher com mais indicações ao Oscar sem ganhar. Originária do teatro, Close só começou a atuar em filmes aos 35 anos, mas emplacou uma indicação ao Oscar logo em seu papel de estreia e em poucos anos se estabeleceu como uma conceituada atriz principal. Equilibrando sua carreira entre o teatro, o cinema e a TV, é uma atriz extraordinariamente versátil e imersiva, capaz de dar várias camadas de interpretação até ao mais simples dos papeis.

RICHARD BURTON

7 indicações: Eu Te Matarei, Querida! (1952), O Manto Sagrado (1953), Becket, o Favorito do Rei (1964), O Espião que Veio do Frio (1965), Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), Ana dos Mil Dias (1969) e Equus (1977)

Com sua voz de barítono e formação no teatro shakespeariano, Burton em vida já era considerado um ator formidável, e durante os anos 1960 foi um dos mais rentáveis e bem pagos do mundo. Infelizmente sua vida foi marcada por dramas equivalentes aos de seus filmes, como seu extremo alcoolismo, seu turbulento casamento com Elizabeth Taylor e seu fracasso em viver à altura das expectativas que a crítica lhe impôs. Burton veio a falecer com apenas 58 anos.

PETER O’TOOLE

8 indicações: Lawrence da Arábia (1962), Becket, o Favorito do Rei (1964), O Leão no Inverno (1968), Adeus, Mr. Chips (1969), A Classe Dominante (1972), O Substituto (1980), Um Cara Muito Baratinado (1982) e Vênus (2006)

Renomado ator shakespeariano, O’Toole demorou a emplacar em filmes puramente por seu amor ao teatro. Quando se revelou no cinema, porém, seria com nada menos que T. E. Lawrence em Lawrence da Arábia (1962), considerada em 2006 a melhor atuação de todos os tempos pela revista Premiere. O’Toole também viria a ser indicado duas vezes ao Oscar por interpretar o rei Henrique II em filmes diferentes. Nunca ganhou em competição, mas recebeu um Oscar honorário em 2002.



Jornalista de 23 anos, cinéfilo confesso desde cedo, viciado em animes e apaixonado por todo tipo de narrativa visual, estando inclusive a fazer pós-graduação na área. Da fantasia ao documentário, se puder ser assistido é bem vindo. Sempre a explorar novas formas de fazer crítica.