22
mar
2020
Coronavirus, that shit is real! 7 filmes sobre epidemias e pandemias na cultura pop
Categorias: Listas Radioativas • Postado por: Rafael Hires

Atenção: mesmo o Pipoca Radioativa sendo uma pagina de entretenimento, recomendamos a nossos leitores a ficarem em casa a maior quantidade de tempo possível. Preserve sua vida, lave as mãos com frequência, deixe seu ambiente bem arejado, evite aglomerações. Faça a sua parte. Se todos colaborarem, estaremos um passo a frente e impedindo que a doença avance mais. Como diria o Capitão Planeta: “O poder é de vocês”

Epidemias e pandemias. Epidemia, vinda do grego, significa sobre ou acima do povoa e se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões. Uma epidemia a nível municipal acontece quando diversos bairros apresentam uma doença, a epidemia a nível estadual acontece quando diversas cidades têm casos e a epidemia nacional acontece quando há casos em diversas regiões do país. Agora a pandemia, também do grego, é o pior dos cenários. Ela acontece quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta.

Toda a vez que uma destas pragas acontece, a vida da população muda, cuidados são necessários e, vez ou outra, necessário isolamento. Visto que a mais nova infelicidade chegou ao Brasil varonil e estamos forçados a ficar em casa, temos a nos distrair, visto que por onde quer que olhemos, só vemos noticias de mais casos confirmados, casos suspeitos, mortes e alguns poucos recuperados. Então, para não deixar você com um medo e fazer você desopilar e, possivelmente, sonhar com um futuro dia que nos livraremos de mais essa praga.

Contágio (Contagion. Steve Soderbergh, 2011)

Nosso primeiro filme da lista não poderia ser diferente. O filme mais baixado, comprado e pirateado dos últimos tempos da ultima semana, Contágio fala de um vírus (que surpresa) que pega a humanidade de assalto (parou. Essa piada já criou cabelo aqui), enquanto tentam achar uma cura.

Esse filme trazia a nata da nata daquele ano e todos os atores são muito bons. Além disso, o filme mostra como é o CDC (Centro de Controle de Doenças). Continua atualíssimo e altamente recomendável ver.

Eu Sou A Lenda (I Am Legend. Dir: Francis Lawrence, 2007)

Baseado no livro homônimo de Richard Mathesson, fala de uma praga “vampírica” que assola o mundo inteiro e o único sobrevivente é nosso querido Will Smith, até então em seu momento mais glorioso da carreira, antes de ter participado de filmes que, substancialmente, sujariam a imagem do astro.

Até então, só George Romero e Zack Snyder tinham arriscado com praga mortais, vindo de uma avalanche de sucesso que The Walking Dead já tinha trazido com os quadrinhos.

Inavasão Zumbi (부산행 (Busanhaeng). Yeon Sang-ho, 2016)

Ó o zumbi aí. Zumbi já virou sinônimo de epidemia. Desde Geroge Romero, com seu A Noite dos Mortos-Vivos, os zumbi passaram a figurar entre as pragas mais devastadoras e ameaçadoras da nossa humanidade nas ultimas décadas.

Aqui, a escala alterna entre pequena, visto que já no inicio, um cervo infectado aparece e prevemos que a situação vai escalar, média, já que os protagonistas estão em um trem indo para um outra cidade e lentamente cada um dos passageiros abordos irá perecer diante dos malditos devoradores e grande, pois momentos onde veremos o quão realmente é agravante a situação de um vírus que poucos sabem como surgiu, como evoluiu e nem sombra de como evitar ser contaminado. Um futuro survival guide para tempos sombrios.

Rec (Idem. Dir: Jaume Balagueró e Paco Plaza, 2007)

Ó, zumbi. Calma aí, nem tudo é zumbi. Eles tem ganhado espaço no imaginário, visto que filmes como este, independente, baixo orçamento ajudam a fazer nossos queridos errantes a nunca sumirem do mapa.

Aqui, vemos uma escala mínima. Uma repórter de uma TV espanhola está fazendo uma matéria sobre um grupo de bombeiros que atuam durante a madrugada. Porém, eles tem de atender a uma senhora que está presa num prédio, mas logo o mesmo é fechado, a fim de não espalhar uma doença contagiosa. Um bom exemplo de found footage que funciona.

Extermínio (28 Days Later. Dir: Danny Boyle, 2002)

Esse é o ultimo com zumbi, prometo. Do mesmo diretor que futuramente iria dirigir o filme indiano mais conhecido no mundo inteiro, aqui vemos jovens ativistas num laboratório, onde cientistas faziam experiências com chimpanzés. Os símios estavam infectados com um vírus da raiva altamente contagioso a seres humanos, infectando os ativistas. Vinte e oito dias depois, um jovem chamado Jim acorda de seu coma num hospital deserto. Depois de se levantar, ele sai do hospital e encontra Londres completamente deserta.

Danny Boyle sabe atiçar a atenção do espectador como poucos. Aqui, vemos Cillian Murphy num de seus papeis mais incríveis. Quando estamos saindo do hospital junto com o mesmo e vemos a cidade devastada, tenho certeza que Robert Kirkman usou esse trecho para basear The Walking Dead e fazer dela sua maior obra até então.

Os 12 Macacos (Twelve Monkeys. Dir: Terry Gilliam, 1995)

Terry Gilliam tem um histórico de produções boas, outras nem tanto e várias indo pro vinagre. Mas esta aqui que conseguiu enxergar a luz do dia se salva com folêgo. Um vírus mortal apaga quase toda a humanidade em 1996, forçando os sobreviventes restantes a viver no subsolo. Em 2027, James Cole, vivido por Bruce Willis, é um prisioneiro que vive em um abrigo subterrâneo sob as ruas de Filadélfia. Cole é selecionado para uma missão, onde ele é treinado e enviado de volta no tempo para recolher informações sobre o vírus, a fim de ajudar os cientistas a desenvolver uma cura.

Gilliam ou decide usar viagem no tempo ou viagem interdimensional no melhor efeito viagem psicotrópica. Seu estilo é transgressor e sempre dá um alfinetada certeira em autoridades sempre que possível.

Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness. Fernando Meirelles, 2008)

Sim, nem o Brasil fica de fora quando o assunto é epidemia. E nada melhro que Meirelles para poder adaptar um livro de José Saramago, com um elenco mundial. Numa cidade grande, o trânsito é subitamente atrapalhado quando um motorista de origem japonesa, não consegue dirigir e diz ter ficado cego. Ele é ajudado a chegar em casa por um homem, que acaba por roubar seu carro. No dia seguinte ele e a mulher vão consultar um oftalmologista, que não descobre nada de errado com os olhos do mesmo. Esse diz ainda que uma “luz branca” impede a sua visão. Pouco tempo depois, todas as pessoas que tiveram contato com o cego também ficaram.

Aqui, vemos o quanto a privação sensorial pode ser amedrontadora e perigosa a pessoas. Meirelles acerta em cheio, mas deixa que o espectador faça a sua reflexão sobre moralidade, como o homem é mal por natureza e e outros assuntos que Saramago dialoga em seu livro.

Bônus Round

Planeta dos Macacos – A Origem (Rise of the Planet of the Apes. Rupert Wyatt, 2011) / Planeta dos Macacos – O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes. Matt Reeves, 2014)

Sim, bônus round. Dois filmes que vale por um. Mas calma que eu explico. Eu recomendo ver o primeiro filme para você ter uma ideia de como começou a gripe símia e, em seguida, veja o segundo para, aí sim, ver como uma praga assola e não faz distinção de quem será infectado. No segundo capítulo da trilogia dos símios, vemos que 80% da nossa espécie morreu e os macacos estão tranquilos e favoráveis, de cabelinho ok e maquiagem ok.

Porém, nem tudo será paz. Nós, humanos, estamos tentando reconstruir nossa civilização e estamos em guerra com nossos amigos primatas. A trama ainda fala sobre golpe de estado, família, preservação de espécie e etc. Matt Reeves sabe como fazer um filme e fez o último capitulo da trilogia que é tão genial quanto este. Isto sem mencionar a magnânima atuação de Andy Serkis como César, o macaco revolucionário da saga e contando com um dos melhores personagens feitos em CGI da história, superando outra grande criação de Serkis, Gollum/Smeagol da trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit.



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Agora, formado em Realização Audiovisual na Unisinos, dedico meu tempo a muitas outras aventuras emocionantes.