22
jun
2020
Morre o cineasta Joel Schumacher, diretor de Batman Eternamente
Categorias: Notícias • Postado por: Rafael Hires

O cineasta Joel Schumacher, que ficou mais famoso por dirigir os filmes Batman Eternamente (1995) e Batman & Robin (1997), morreu hoje aos 80 anos. A Variety confirmou a notícia, sem citar a causa da morte.

O diretor começou carreira como figurinista e depois fez a transição para a direção, encontrou sucesso nos anos 1980, com filmes como O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas (1985) e Os Garotos Perdidos (1987), clássico vampiresco com Corey Haim, Corey Feldman e Kiefer Sutherland

Assinou ainda o suspense Linha Mortal (1990), refeito em 2017 como Além da Morte, e o thriller de ação Um Dia de Fúria (1993), com Michael Douglas como um homem aparentemente pacato que parte em uma violenta cruzada contra as falhas que vê na sociedade.

Também fez os dramas de tribunal O Cliente (1994) e Tempo de Matar (1996), inspirados por livros de John Grisham; os suspenses Oito Milímetros (1999), com Nicolas Cage, e Por Um Fio (2002), com Colin Farrell; a refilmagem do musical O Fantasma da Ópera (2004); e o terror Número 23 (2007), com Jim Carrey.

Schumacher foi o escolhido pela Warner para dar continuidade à franquia do Homem-Morcego quando Tim Burton anunciou que não dirigiria um terceiro filme do personagem após Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992).

Em Batman Eternamente, o nova-iorquino começou a levar a franquia a uma direção mais leve e menos sombria, destacando elementos cartunescos e cômicos do Batman (Val Kilmer) e dos vilões Duas Caras (Tommy Lee Jones) e Charada (Jim Carrey), em um estilo remanescente da série dos anos 1960. Apesar de desagradar os críticos, Eternamente foi um sucesso de bilheteria, o que significou mais liberdade para Schumacher expandir sua visão em Batman & Robin.

Além dos elementos cômicos, os filmes de Schumacher, que era abertamente homossexual, são lembrados pelas insinuações homoeróticas — com os hoje infames mamilos nos trajes e closes nas bundas e virilhas de Clooney e Chris O’Donnell (Robin) O próprio Clooney disse que interpretou o seu Batman como gay.

“Pense bem. Eu estava em um traje de borracha. Eu tinha mamilos. Eu poderia tê-lo interpretado como hétero, mas não fiz isso. Eu fiz ele ser gay”, disse a Barbara Walters em entrevista de 2006.

Apesar das críticas duras ao seu trabalho em Batman, Schumacher continuou na ativa no cinema até 2011, quando assinou Reféns, thriller de sequestro estrelado por dois de Nicole Kidman (que atuou em Eternamente) e Nicolas Cage (de Oito Milímetros). Na TV, ainda fez dois episódios da primeira temporada de House of Cards, primeira produção original importante da Netflix, em 2013.

Em entrevista de 2019, Schumacher refletiu sobre o desprezo crítico a muitas de suas obras, lembrando-se uma exposição dos artistas James McNeill Whistler e John Singer Sargent que visitou na Inglaterra.

“Os dois foram desprezados pelos críticos de arte, mas fizeram algo brilhante. Bem ao lado das obras, na parede, estavam cópias emolduradas dos reviews horríveis que eles receberam. Quem se lembra desses reviews?”



Fã alucinado da sétima, oitava e nona arte, decidi me aprofundar em seus conhecimentos ao entrar na faculdade. Agora, formado em Realização Audiovisual na Unisinos, dedico meu tempo a muitas outras aventuras emocionantes.